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Chamonix (França) – O topo da Europa

O terraço e esplanada na Aiguille du Midi (3842m).
Chamonix é uma pequena cidade situada nos Alpes franceses, muito próximo da fronteira com a Suíça e com a Itália. Encravada em pleno maciço alpino, francês e italiano, Chamonix recebe anualmente largos milhares de turistas, desejosos por conhecer as deslumbrantes paisagens geladas das altas montanhas. Trata-se de uma região vocacionada para os desportos de inverno mas no verão é igualmente atrativa; primeiro, porque o gelo nas altas montanhas nunca derrete e, segundo, porque a quantidade de desportos e atividades ao ar livre é impressionante; desde escolas de esqui, parapente, ou escaladas, tanto para iniciados como para profissionais, passeios pela montanha, toboggans, até às visitas aos glaciares e grutas de gelo nas altas montanhas.
Só um simples passeio a pé pela pequena cidade de Chamonix é inesquecível; o traçado das casas alpinas em madeira, o colorido das ruas comerciais, os restaurantes, o ambiente acolhedor, tudo isto com as altas montanhas cobertas de neve em pano de fundo, fazem de Chamonix um verdadeiro postal ilustrado.
Nenhum visitante se fica apenas pela cidade, já que a atração da região envolvente é enorme. Começamos por explorar as altas montanhas. Utilizamos o teleférico que nos leva, em dois lanços, até ao ponto dominante das montanhas, conhecido como Aiguille du Midi, situado a 3842 m de altitude. Este é o ponto turístico mais próximo do teto da Europa, o Monte Branco.O primeiro lanço do teleférico sai do centro da cidade e, cerca de 15 minutos depois, chega ao Plan de l'Aiguille a 2317 m. Um segundo teleférico, transporta-nos até à Aiguille du Midi (3842 m), num percurso com mais de 45º de inclinação, literalmente em direção ao céu. O declive, a cidade de Chamonix ao fundo cada vez mais pequena e a sensação de ar rarefeito transmitem uma certa insegurança mas a paisagem é tão deslumbrante que tudo faz esquecer. No topo da Aiguille du Midi (3842 m) nevava com alguma intensidade. Aqui, um enorme terraço e esplanada faz a delícia dos visitantes, uma vez que a vista é inesquecível. Com céu limpo, podemos ver uma parte considerável da França, da Suíça, da Itália e mesmo alcançar o Mediterrâneo. Este é o ponto mais alto que se pode alcançar; a sensação de estar num dos lugares mais altos e lindos do mundo, com tudo branco a nossa volta, é maravilhosa. A subida ao topo do Monte Branco está reservada para os profissionais. 

O teleférico para a Aiguille du Midi.
A placa indicadora da altitude.
A paisagem na Aiguille du Midi.
De volta a Chamonix, embarcamos no comboio turístico ‘tren de Montenvers’ para visitar o Mar de Gelo (Mer de Glace), formado pela junção de três glaciares: Glacier Leschaux, Glacier Géant e Glacier Talèfre. O percurso é bastante íngreme uma vez que somos transportados até às altas montanhas, pelo que a linha do comboio possui três carris, sendo o central destinado a uma roda dentada para permitir a tração necessária para os declives mais acentuados. O final da linha deixa os visitantes na gruta de gelo (Grotte de Glace), início do mar de gelo. A paisagem é igualmente deslumbrante. Para melhor apreciar esta paisagem é necessário utilizar óculos escuros devido ao elevado albedo (capacidade de refleção da luz solar) do gelo.

O comboio com destino ao Mar de Gelo no domínio dos glaciares.
Mar de Gelo - A entrada para as grutas de gelo. 
Um dos glaciares do Mar de Gelo.
Vista do interior de uma gruta de gelo.
Uma casa típica de Chamonix com o colorido das áreas comerciais.
Ainda para os mais entusiastas pode-se apanhar uma telecabine em Chamonix e fazer um percurso com 5 km de extensão que cruza a fronteira franco-italiana sempre por cima das altas montanhas cobertas de neve. Visitar Chamonix é imperdível.

Normandia (norte de França) - As praias da liberdade!

Um dos pontões espalhados pelas praias de Arromanches, 
testemunham o desembarque do dia-D.


A Normandia, no norte de França, é conhecida palas suas casas pitorescas e pelas paisagens deslumbrantes. Mas, é impossível visitar a Normandia sem sentir o peso do dia-D, o dia 6 de junho de 1944. Ainda hoje são inúmeras lembranças desse dia, que marcou um novo rumo para a Europa. Desde museus alusivos ao desembarque, cemitérios evocativos, centros de interpretação, veículos militares e blindados da II guerra mundial nas principais praças e mesmo armas pesadas da época, além de inúmeros memoriais, testemunham o protagonismo desta região para a história do mundo.
Trata-se de relembrar um dia que marcou o rumo certo na história da Europa e da humanidade, mesmo com o custo de milhares de baixas nas tropas aliadas. Será mesmo um dos dias mais importantes do século XX. O filme “O Resgate do Soldado Ryan” dirigido por Steven Spielberg retrata violentamente, nos primeiros 30 minutos, o desembarque da Normandia. 
O cemitério americano de Colleville-sur-Mer tem 9387 campas de soldados americanos.
A maior parte deles morreram no dia D, precisamente na praia
que fica a escassos metros do cemitério.
Uma das placas comemorativas do gigantesco porto
artificial de Mulberry em Arromanches.
Para sabermos interpretar as paisagens da Normandia é indispensável termos presente alguns acontecimentos da época. O desembarque da Normandia, o dia-D, cujo nome de código era "Operação Overlord", foi a invasão das forças dos Estados Unidos, Reino Unido, França Livre e aliados na França ocupada pelos alemães na segunda guerra mundial. Este desembarque não seria possível sem o porto Mulberry. Esta foi a designação atribuída a um conjunto de gigantescos pontões, em betão, e outras estruturas metálicas, para permitir o desembarque de milhares de veículos de combate, bem como toda a logística necessária às tropas aliadas durante o dia-D, a 6 de junho de 1944, nas costas da Normandia. Tratou-se de uma obra de engenharia impressionante, acompanhada de perto pelo próprio Wiston Churchill.
Alguns destes pontões ainda se encontram espalhados pelo litoral de Arromanches, pequena vila da Normandia que é considerada a capital do desembarque do dia-D. Uma questão se levanta aqui… porquê a construção de um gigantesco porto artificial para permitir o desembarque de largos milhares de soldados e vários milhões de toneladas de material militar no alto mar? Não seria mais fácil desembarcar em terra firme? Certamente, mas a costa da Normandia estava infestada de poderosas armas pesadas dos alemães. Mas, a razão principal prende-se com o facto da Normandia ser uma das regiões onde a amplitude das marés é das mais elevadas do mundo, chegando a atingir algumas dezenas de metros! Daí que o desembarque em alto mar ‘anularia’ o efeito das marés.

Monumento no cemitério americano de Colleville-sur-Mer
que evoca as baixas do dia D.
Longues - Uma das várias armas pesadas alemãs e respetivo bunker,
que defendiam a costa da Normandia.
Ouistreham - Mais um exemplar das armas alemãs nas praias da Normandia.

Mónaco – O luxo e o requinte nas ruas.

A baía do principado do Mónaco.
O principado do Mónaco, situado no sul de França, é um dos mais pequenos países do Mundo. Além da realeza, a imagem de marca deste principado é a sua baía repleta de esplendorosos barcos de luxo e superluxo, para além dos enormes barcos de cruzeiro. Mas o esplendor das viaturas que povoam as estradas do Mónaco não fica atrás do esplendor marítimo. Praticamente todas as marcas de automóveis desportivos de luxo e superluxo podemos encontrar nas ruas deste microestado. 
O Mónaco bem podia ser um exemplo de país. Para além dos serviços nada se produz. É um país no qual as pessoas (que podem) limitam-se a viver com glamour a sua vida, de festa em festa, de casino em casino, sempre com um corrupio de viaturas luxuosas, ou passam o tempo nos respetivos barcos/residências de luxo. É uma fantasia financeira.


A requintada praça do Casino de Monte Carlo.
O centro deste principado é a praça do casino de Monte Carlo, uma verdadeira montra da sociedade de luxo. A visita ao palácio real é igualmente um ponto forte, para além de La Condamine e da zona das piscinas, junto à baía. O Museu Oceanográfico de Monaco é um dos mais prestigiados do mundo; foi durante bastante tempo dirigido por Jacques Cousteau, tornando-o uma das principais atrações da cidade. 
A cidade é frenética, com ruas estreitas e sempre muito trânsito. A escassez de espaço do principado levou a que a cidade se expandisse para o subsolo. Sim, por baixo da cidade existe um emaranhado de túneis, rotundas subterrâneas, ruas e avenidas sempre muito movimentadas, perfeitamente sinalizadas e iluminadas. Mas, percorrer as ruas principais de Monte Carlo, é sentir o pulsar da cidade e das suas gentes, ao mesmo tempo que passamos em zonas que nos parecem familiares; trata-se de ruas que são transformadas em pista de fórmula 1 daquele que é o mais famoso circuito de F1. 
Eis algumas das estrelas das ruas monegascas...

Um Rolls Royce Phantom…
Um Ferrari Califórnia…
Um Lamborghini Murcielago.
Um Maserati GranTurismo…

Obras de Engenharia notáveis

Por vezes, quando se viaja, deparamo-nos com impressionantes obras de engenharia que facilitam a acessibilidade e, consequentemente, a qualidade de vida dos seus utilizadores. Eis algumas delas:





Ponte de Millau - A ponte de Millau é a mais alta do mundo. Situa-se perto da localidade com o mesmo nome, fazendo parte da ligação entre Clermont-Ferrand, a região do Languedoc, a sul. As suas faixas de rodagem situam-se a 270 metros e a estrutura está a 343 metros sobre o vale do rio Tarn, superando em 23 metros a altura da torre Eiffel de Paris.
Em dias de elevada nebulosidade é frequente as nuvens situarem-se abaixo do tabuleiro da ponte. Trata-se de uma obra de engenharia impressionante, única no mundo, argumentos suficientes para justificar uma paragem dos seus utilizadores para apreciar a obra. A algumas centenas de metros do tabuleiro da ponte, num local com vista panorâmica, foi criada de uma área de serviço com ponto de informações e pontos de venda de todo o tipo de merchandising alusivo à ponte.



A Ponte de Millau.
A área de serviço da ponte de Millau é sempre muito concorrida.


Túnel da Mancha - O Túnel do Canal da Mancha, entre a França e a Inglaterra, permite fazer a travessia entre os dois países em cerca de 35 minutos. Trata-se de uma obra impressionante constituída por dois túneis, um para o comboio de alta velocidade, o Eurostar, e outro para os automóveis, autocarros e camiões, embora estes façam a travessia igualmente dentro de um comboio!

Interior das carruagens onde são transportados os veículos automóveis durante a travessia.

O grande dique (Afsluitdijk) - Situado no norte da Holanda é um dique gigante que faz a ligação entre o norte da Holanda com a Frísia. Isola um 'mar' interior, o IJsselmeer, separando-o do Mar do Norte.

Tem um comprimento de 32 km, uma largura de 90 m, e uma altura original de 7,25 m sobre o nível do mar. Como pormenor, podemos dizer que, na fotografia à direita encontra-se o mar do Norte, que está a um nível mais elevado do que o nível da água que se encontra à esquerda.

O grande dique-Os autocarros situados à direita da imagem estão a um nível superior que os veículos situados à esquerda, tal como o respetivo nível das águas.
Ponte de Øresund - Em dinamarquês Øresund, em sueco Öresund, esta ponte liga a ilha da Zelândia (Dinamarca) à Suécia. Com 7845 metros de comprimento, é a maior ponte rodoferroviária da Europa. Trata-se de uma obra de engenharia impressionante cujo tabuleiro da ponte suporta uma auto-estrada de seis faixas de rodagem, a qual se afunda nas águas do estreito de Oresund, do lado da Dinamarca, passando a fazer-se o trajecto em túnel até atingir a superfície já em solo dinamarquês.

Vista aérea da ponte de Oresund.


Vista aérea da ponte de Oresund, do lado da Suécia.